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Posts com a Tag ‘motivação’
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Destaco em meu livro Resiliência – Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho, um estudo realizado nos EUA com a informação de que 80% de seus profissionais têm algum sentimento de infelicidade e/ou insatisfação com relação ao trabalho que desempenham. Acredito que no Brasil este número não seja diferente, a julgar pelas frequentes queixas que ouço nas empresas que ministro palestras e treinamentos.
As queixas são as mais variadas possíveis, porém as reclamações mais freqüentes são com relação aos líderes das empresas, reclamações estas validadas pela pesquisa do Instituto Gallup, que aponta 66% das pessoas se demitem de seus chefes e não da organização que trabalham. Mas a idéia deste artigo não é falar sobre liderança e sim sobre as escolhas que uma pessoa pode fazer caso esteja infeliz com o seu trabalho, sendo ela líder ou liderado.
Sempre que um profissional começa a se queixar de seu trabalho, seu chefe ou seus colegas, eu digo a ele que existem quatro escolhas a serem levadas em consideração e que provavelmente ele está optando pela pior delas. Veja abaixo quais são estas escolhas:
1. Mudar a empresa: Esta é a minha preferida. Um profissional insatisfeito no trabalho pode escolher mudar a empresa para melhor, isto é, a partir do momento que ele não concorda com as idéias da empresa ou com a liderança, existe uma grande chance de quebrar antigos paradigmas e iniciar um processo de transformação na organização. Sabemos que a inovação vem do confronto de idéias, de forma harmônica, onde alguém traz algo novo e não aceita os “nãos” com facilidade. Este profissional possui uma grande chance de subir na carreira, seja dentro desta empresa ou fora dela, pois o conhecimento adquirido para confrontar as antigas crenças sempre traz consigo um grande aprendizado e com certeza um profissional mais talentoso.
Mas a má notícia é que na maioria das vezes que apresento esta opção muitos já ficam cansados só de ouvir e começam a dar desculpas dizendo que o chefe não permite o confronto de ideias, que a empresa é “jurássica” ou até mesmo que não está disposto a despender tanta energia assim. Para estas pessoas com tristeza digo “Tudo bem, é uma escolha transformadora que você NÃO QUER OPTAR”. Então vamos a segunda opção.
2. Adapte-se a empresa: Para as pessoas que não querem ser o agente transformador de uma companhia há a escolha de adaptar-se a empresa, aceitando a cultura, os pares, os líderes da forma como eles são. Apenas solicito a estas pessoas, que fiquem caladas, pois na maioria das vezes elas ficam reclamando pelos cantos da organização contaminando outras pessoas que tem potencial para usar a primeira opção e iniciar um processo de transformação. Oitenta e sete por cento das pessoas são demitidas por problemas comportamentais e os dois comportamentos que mais demitem os profissionais são a arrogância e a reclamação sem ação, portanto, muito cuidado com esta escolha.
22.09.2010 - Treinamento: Inteligência Emocional no Trabalho
3. Mude-se da empresa: Quando apresento esta opção às pessoas se assustam. Mas é uma opção que se deve levar em consideração, pois se você não está a fim de mudar a empresa, seja lá por qual desculpa for, e não quer adaptar-se a forma da empresa, acredito que não haja motivos para continuar neste trabalho. Além disso, tenho certeza de uma coisa: da mesma forma que você não está feliz com o seu trabalho ou líder, há uma grande chance do seu líder também não estar satisfeito com você. Faço aqui apenas um pequeno alerta, pois em muitos casos percebo que este processo de fuga não é edificante, pois normalmente o profissional que vai embora da empresa leva ele mesmo na bagagem. Algumas pessoas são eternas “reclamonas” e não tenho dúvida que haverá uma grande chance de iniciar um processo de reclamação na nova empresa na qual ela vai se instalar. Após o processo de namoro com o líder e a empresa, as pessoas que “fogem” sem compreender o real aprendizado do antigo emprego, começam a achar novas coisas para reclamar e todo o processo de insatisfação inicia. Se você está optando por esta escolha fique alerta para que no próximo emprego não caia nas mesmas armadilhas.
4. Sofrimento: Sim, está é a quarta escolha que as pessoas podem fazer, se acomodam e sofrem. É mais ou menos assim: Não tenho forças para mudar a empresa, não quero me adaptar a cultura da organização, mas também não tenho coragem de pedir demissão, me transformar e ir para outra empresa, então me acomodo, sofro e fico constantemente colocando a culpa nos outros pela minha infelicidade e insatisfação. Confesso que fico muito triste, pois vejo muitas pessoas fazendo esta escolha que impossibilita o crescimento profissional e pessoal.
Caso você opte pela primeira escolha ( mudar a empresa ) você precisará adquirir conhecimentos para iniciar este processo de transformação, pois se você já tivesse este conhecimento talvez já teria entrado em ação. Costumo dizer no meu treinamento de INTELIGÊNCIA EMOCIONAL que as pressões e dificuldades se dissipam a luz do conhecimento, portanto, será necessário que você invista em aprendizado para construir o novo.
Sugiro a você fazer o download aqui de uma relação de livros e treinamentos que podem te ajudar a adquirir o conhecimento necessário para entrar em ação e assim mudar você, a empresa e até mesmo a sua liderança.
Abraços e boas escolhas …
Ricardo Piovan
ricardo.piovan@portalfox.com.br
Palestrante e Coach Organizacional
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A frase acima, verbalizada por Peter Drucker, filósofo e economista de origem austríaca, considerado o pai da administração moderna, demonstra a importância do LÍDER perante sua equipe, pois cabe a ele extrair o extraordinário de cada um dos seus liderados, tornando-os profissionais fora do comum.
Uma das formas do líder fazer isto é, trabalhando o processo de inspiração com os seus liderados, ou seja, descobrindo o que lhes causa entusiasmo para trabalhar. Eu não sei o motivo que leva os seus liderados acordarem às seis da manhã e irem trabalhar (e não me venha dizer que é apenas para pagar contas porque não é só isto), mas se você descobrir e conseguir conectar o trabalho dele a conquista deste sonho, tenha certeza que ele fará muito mais do que vem fazendo, pois acabou de descobrir um propósito.
Eu não sei se o sonho do seu liderado é comprar um carro, uma casa, casar-se ou até mesmo tomar o seu lugar na organização, mas quando você líder consegue alinhar o trabalho dele a conquista deste sonho, as coisas fluem com mais facilidade.
Estou escrevendo meu segundo livro, agora sobre o tema liderança e nele destaco um caso que aconteceu comigo há um tempo que ilustra o que significa INSPIRAR os liderados:
História de Carla:
“ Durante 18 anos fui dono de uma empresa de Tecnologia, tive uma funcionária chamada Carla, que foi contratada para trabalhar na área de suporte técnico - TI, o departamento de suporte tinha como objetivo solucionar problemas e sanar dúvidas dos clientes, então, durante o dia ela se deparava com inúmeros problemas, reclamações e dúvidas. Mesmo com um trabalho desgastante Carla atendia diversos clientes por dia, tinha um ótimo desempenho e dava bons resultados.
Conheça nosso treinamento:
Liderança Assertiva - O Líder Completo
Com o tempo percebi que o desempenho de Carla começou a cair, notei-a desinteressada, não era mais a mesma. Decidi então conversar, entender o que estava acontecendo e tentar buscar um caminho para motivá-la novamente.
Em nossa conversa descobri que Carla tinha um sonho, e este sonho estava um pouco distante de sua realidade, ela trabalhava dando suporte técnico na área de TI e seu sonho profissional era ser pedagoga. Naquele momento descobri que o sonho de Carla não era seguir carreira em minha empresa, mas sim, seguir outra profissão na área da educação. No decorrer da conversa fiz com que Carla enxergasse seu sonho como algo alcançável, lhe expliquei que para ser pedagoga, antes seria preciso fazer um cursinho, prestar vestibular, para começar a fazer faculdade, e aí sim, depois de uns 4 anos estaria apta para concretizar seu sonho. Mas para alcançá-lo ela precisaria trabalhar, se manter, custear sua faculdade e todos os gastos durante seus anos de estudo.
Então, sabendo de seu sonho, através de uma boa conversa o transformei em meta e conseqüentemente encontrei um motivo para inspirar Carla para voltar a dar resultados positivos na empresa, pois o seu trabalho na área de suporte era o caminho para alcançar o seu propósito, ela iria se formar, ser pedagoga, mas continuaria atendendo clientes, não seriam mais os meus clientes, mas seriam seus alunos, os pais de seus alunos, o cliente iria mudar, mas ela teria que atender clientes ao longo de sua vida profissional, portanto, atender bem na empresa com certeza ajudaria Carla no futuro e contribuiria para o seu desenvolvimento profissional.
Depois de passado todo este esforço, Carla se formou e seguiu seu caminho. E eu durante todo este tempo tive uma funcionária fora do comum em minha empresa, motivada, focada e com a consciência que o seu futuro profissional dependia de suas atitudes de hoje. Inspirar é fazer com que as pessoas façam mais por elas mesmas do que apenas pela empresa, pois com isto todos os lados colhem frutos. “
E você caro líder, sabe o que inspira e motiva os seus funcionários a fazerem coisas fora do comum ? Experimente esta estratégia, pois todos ganham, os líderes porque possuem uma equipe mais comprometida e entusiasmada e os liderados pois conquistam seus sonhos e metas, através de um líder inspirador.
Acesse o link a seguir e veja vários testes de liderança disponibilizado em nosso site: http://www.portalfox.com.br/cadastro_downloads.asp
Ricardo Piovan
Palestrante e Coach Organizacional
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria de gestão de negócios e recursos humanos Kienbaum, 63% dos executivos do alto escalão acreditam que há carência de líderes em suas empresas. A pesquisa ainda apresenta que 85% dos líderes não possuem as competências necessárias para uma promoção imediata.
Acredito que os motivos destes números alarmantes sejam por dois fatores:
1- Falta de investimento em sucessores: Tanto as empresas como os líderes mais antigos ( Baby Boomers e Geração X ) não desenvolveram a contento os liderados que tinham potencial para sucessão, alguns talvez pela própria inabilidade de liderar, outros ainda pelo medo de serem passados para atrás.
2- Cópia de antigos modelos de liderança: Normalmente os liderados aprendem a liderar copiando modelos de liderança dos seus antigos gestores e aí vem a seguinte pergunta: Quem disse que o modelo de liderança destas pessoas estava correto?
Conheça nosso treinamento
Liderança Assertiva - O Líder Completo
A solução para este problema, que aumentará ainda mais nos próximos anos por causa do “boom” de crescimento que passa o Brasil, está no desenvolvimento destas pessoas através de programas de treinamentos, coaching, pesquisas e livros. É necessário a busca de novos conhecimentos e principalmente a capacidade do líder em servir os seus liderados e não de ser servido por eles.
Veja abaixo uma tabela disponibilizada pela revista VOCERH sobre o que as empresas mais procuram em seus líderes.
O VELHO CHEFE O NOVO LÍDER
- Conhecimento técnico - Autoconhecimento
- Capacidade de cobrança - Capacidade de motivação
- Acúmulo de conhecimento - Desenvolvimento da equipe
- Comunicação unilateral - Diálogo
- Capacidade de se impor pela fala - Capacidade de ouvir
- Engajamento na empresa - Engajamento na sociedade
- Distribuição de ordens - Delegação
- Pregação de princípios - Aplicação dos princípios
- Falta de mobilidade entre áreas - Liderança em qq área
Disponibilizo a você um texto de Max Gehringer onde ele aborda os 10 erros mais comuns que um chefe NÃO pode cometer. Acesse este link para o download.
Veja e acompanhe o meu TWITTER.
Diariamente disponibilizo por ele informações sobre carreira e liderança: http://twitter.com/ricardopiovan
Abraços
Ricardo Piovan
Palestrante e Coach Organizacional
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Canso de ver a seguinte cena nas empresas onde ministro minhas palestras e treinamentos:
Há uma nova vaga de gerente no departamento e estão na disputa Carlos e Aguiar.
Carlos é mais competente que Aguiar, mas de repente Aguiar é apresentado a equipe como o novo gestor da área.
A princípio você pode julgar que o processo foi injusto, que Aguiar tem “conhecidos” na diretoria e foi escolhido por este motivo, mas o fiel da balança pode ter sido algo que chamamos de marketing pessoal, pois Aguiar o faz com supremacia enquanto Carlos relega esta importante ferramenta para brilhar na carreira. Mas o que é marketing pessoal ?
Marketing é uma ferramenta que as empresas utilizam para colocar os seus produtos em evidência objetivando vendas. Marketing pessoal é a mesma coisa, isto é, precisamos colocar nossos produtos ( serviços ) em evidência objetivando vende-los para conquistar um cargo mais elevado na organização.
Nos dias de hoje os profissionais estão cada vez mais parecidos em relação à qualidade de seus serviços, a diferença entre ser promovido ou não, pode estar no marketing positivo ou negativo que as profissionais estão fazendo de si mesmos.
Veja um resumo dos principais passos para dominar esta ferramenta e com isto turbinar a sua carreira para a busca de promoções.
Acesse este link para fazer o DOWNLOAD das 10 dicas para você melhorar a sua imagem profissional
Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
A afirmação acima está no livro Criando Magia de Lee Cockerell, onde o autor destaca dez estratégias de liderança utilizadas ainda hoje nos parques e resorts da Disney World.
É costumeiro fazer reuniões com o departamento de RH das empresas onde ministro os treinamentos para “brifar” a necessidade da companhia. Sempre solicito a presença do líder do departamento que receberá o treinamento, e é comum ouvir deste líder a seguinte queixa: “Percebo que algumas pessoas não atendem bem os clientes, muitas vezes os tratam com descaso e não se importam com eles.”
A partir desta observação começo a sabatinar o chefe sobre o seu estilo de liderança, pois na maioria dos casos ocorre que o próprio líder trata os liderados da mesma forma, isto é, com descaso sem importar-se com as necessidades deles.
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Costumo dizer nos meus treinamentos que os liderados não fazem o que líder fala, eles fazem o que o líder faz. Ou melhor, até fazem o que o líder fala, mas se o líder age de forma incongruente, os liderados copiam o seu exemplo.
Liderança também é uma forma de “atendimento”. Neste caso o líder deve atender as necessidades dos seus liderados, questionando quais são as necessidades deles, o que eles precisam para que possam atender bem os clientes da companhia. Na definição de James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas dos seus liderados.
Acesse este link e faça o download de um TESTE que lhe dará um feedback sobre a sua habilidade de liderança no que diz respeito a ATENDER seus liderados.
Ricardo Piovan
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Tão difícil quanto arrumar um bom emprego, tem sido difícil encontrar um bom profissional para compor o quadro de colaboradores das empresas. Dois fatores determinam esta complexidade:
O primeiro é o nível de exigências das companhias, como experiência, conhecimento em línguas (falar apenas inglês já não é mais diferencial) e superior/MBA. O segundo fator é concorrência das empresas pelos melhores profissionais, pois os talentos são concorridos pelos departamentos de recursos humanos.
O assunto é tão sério que grandes organizações criaram um novo departamento em seus quadros: Gerência de Captação ou Aquisição de novos Talentos. A missão destes profissionais é a de atrair o que existe de melhor no mercado, isto é, profissionais eficazes que simplesmente fazem diferença nas organizações.
Conheça os Treinamentos PortalFox e Ricardo Piovan
Empresas como a Monsanto, Google e Microsoft já possuem estes departamentos e estão a caça dos profissionais talentosos, pois sabe-se que a concorrência ficará cada vez mais acirrada, sendo necessário uma equipe extraordinária para manter e conquistar novos mercados.
Ana Lúcia Lima, 39, é um exemplo de talento caçado pelas organizações. De fevereiro até maio de 2010 já recebeu três propostas de trabalhos pelos caça talentos. Sua habilidade de liderar equipes e trabalhar a constante melhoria contínua, a coloca em posição de destaque por onde passa, sendo cobiçada pelas empresas. Ana, como qualquer outro profissional talentoso pode escolher onde e como trabalhar, no seu caso recusou os dois primeiros convites e aceitou o terceiro por achar mais alinhado ao seu perfil profissional.
Acredito que a principal reflexão deste artigo é analisar o quanto você é este profissional de destaque, e caso não se sinta neste patamar, refletir sobre o que pode fazer para entrar no rol dos profissionais que não precisam caçar e sim são caçados pelas empresas.
Ricardo Piovan
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domingo, 16 de maio de 2010
Há algum tempo estava ministrando minha palestra de inteligência emocional no trabalho na cidade de Valinhos em São Paulo e no fechamento do trabalho evoquei a célebre frase de Kelly Young onde ele sabiamente diz “ O problema não é o problema, o problema é a atitude que se tem perante ao problema”. Logo após este evento nos foi servido um jantar comemorativo e fui indagado por uma pessoa que estava no auditório.
- Ricardo, você conhece alguém que não tenha problemas na vida pessoal ou profissional?
Com um tom de voz um tanto imperativo eu respondi:
- Não conheço caro amigo, pois com certeza todos nós temos problemas e a diferença entre as pessoas está em como elas reagem perante o problema, de forma proativa ou reativa.
Ele com um sorriso e olhos brilhando me disse:
- Muito prazer, você acaba de conhecer uma pessoa que não tem problemas na vida !
Treinamento dia 27.05.2010
Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho
Ao dizer essas palavras ele não se estendeu no assunto e saiu para a execução do seu trabalho, pois vim descobrir que ele era o dono do local onde ministrei a palestra e precisava organizar o jantar que seria servido.
Aquelas palavras ecoaram durante a minha refeição, eu não conseguia entender o que ele queria dizer, estava ansioso para encontrá-lo no final do evento e pedir uma explicação para aquilo que me disse.
Mas não foi preciso procurá-lo. No meio do jantar um jovem garçom, acredito que tinha uns 17 anos, ao servir um cliente deixou cair um pouco de vinho em sua roupa. Neste momento a pessoa se exalta e reclama acintosamente o acontecido, criando ali uma certa confusão.
Neste momento uma voz chega ao meu ouvido com as seguintes palavras: “Ricardo, está vendo este garçom estabanado? Ele não é um problema para mim e sim uma MISSÃO”.
Não seria mais necessário procurar o meu novo professor, eu compreendi em segundos o que ele queria dizer. Podemos encarar os “acontecimentos negativos“ das nossas vidas profissionais e pessoais como problemas ou simplesmente como um desafio, uma missão, algo que precisa ser feito por alguém e que normalmente este alguém somos nós mesmos.
A partir daquele dia costumo dizer que não tenho mais problemas e sim missões nas quais sou escalado para realizar. Tenho missões a serem executadas na minha empresa, na minha casa, na minha carreira como palestrante. Acredite, quando você encara os desvios da vida com o olhar de missões talvez seja muito mais fácil conectar-se com as soluções e entrar em ação para resolver o que precisa ser resolvido.
E você, tem problemas ou missões a realizar ?
Ricardo Piovan
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Imagine o seguinte acontecimento: Um colega de trabalho não concorda como você está conduzindo determinada tarefa ou projeto e envia um email para você discordando de forma agressiva com cópia para o departamento todo, incluindo o seu gerente e o diretor. Quem ainda não passou por esta situação ?
Após a leitura deste email provavelmente você fica com muita raiva, este sentimento que nos acompanha desde o tempo das cavernas, mas que ainda é muito acionado nos dias de hoje.
Lembre-se que a raiva possui dois lados, o negativo e o positivo e você pode escolher qual deles utilizar.
O lado negativo da raiva é exatamente o embate com um forte desejo de vingança e provavelmente você irá clicar no botão “Responder a Todos” e iniciar uma discussão entre você e seu interlocutor. Acredite caro leitor, nesta ação não está a tal da inteligência emocional. Provavelmente serão trocadas réplicas e tréplicas deste email e a energia de ambos será utilizada de forma errada sem foco na solução do problema. Infelizmente existe na nossa cultura a crença de que aquele que fala mais alto é o ganhador da discussão, mas a inteligência emocional demonstra que as coisas não são bem assim.
O lado positivo da raiva é saber canalizar esta energia para a solução do problema e não para a discussão insana do problema. Uma forma simples e assertiva para resolver este processo é simplesmente responder ao seu colega de trabalho, com cópia para todos, que discorda de algumas observações destacadas no email e que irá procurá-lo pessoalmente ou por telefone para resolverem tal assunto e posteriormente informará aos demais as tomadas de decisões.
Pronto, aí está a assertividade, energia no local correto, na solução e não no aumento do problema. Tenha certeza que os outros colegas e seus superiores perceberão que a postura que você tomou é assertiva e focada na resolução da adversidade.
Treinamento Liderança Assertiva: Acesse este Link
Provavelmente você está pensando agora: “mas Ricardo, eu não agüento, o impulso da resposta agressiva é automático”. Concordo com você, mas a inteligência emocional está em você conter este momento, talvez contanto até dez, ou mesmo até cem dependendo do caso. Já discutimos num artigo anterior sobre o seqüestro da amígdala ( veja no seguinte link http://portalfox.com.br/blog/?p=4 ) e com certeza neste momento de fúria a sua amígdala está dando ordens emocionais a você, e quando você dá um tempo para reflexão o córtex pré-frontal entra em ação tornando-o mais racional e conseqüentemente assertivo.
Outra dica valiosa para este processo é você verbalizar com tranqüilidade a este parceiro de trabalho de que as coisas não precisariam chegar a este nível e que ele poderia tê-lo procurado com o problema para juntos encontrarem uma solução. Este feedback pode impedir que outros acontecimentos do mesmo formato se repitam no futuro.
A inteligência emocional não está em não sentir raiva, pois o normal é sentí-la, a inteligência emocional está em como canalizar a raiva, causando mais problemas ou como energia para a solução dos problemas.
Abraços
Ricardo Piovan
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terça-feira, 23 de março de 2010

Em minhas palestras e treinamentos tenho destacado a importância da inteligência emocional no trabalho, pois observo que cada vez mais as pessoas cometem erros comportamentais que iniciam pelo não gerenciamento adequado de suas emoções.
Antes de cada comportamento existe um pensamento e antes de cada pensamento há uma emoção, portanto, se administrarmos corretamente nossas emoções, iremos gerenciar um pensamento e conseqüentemente teremos um comportamento mais assertivo.
Existem quatro emoções básicas: o medo, a tristeza, a raiva e a alegria, alguns autores destacam uma quinta: o afeto, mas entendo que o afeto está dentro da alegria.
Pois bem, a inteligência emocional ocorre quanto nós percebemos estas emoções, isto é, detectamos quais das quatro emoções estamos sentindo e a partir daí gerenciamos estas emoções, pois qualquer uma delas podem nos conduzir a comportamentos positivos ou limitantes.
Vamos falar sobre o MEDO. O lado negativo deste sentimento é entrarmos em um processo de paralisia, pois não queremos ir de encontro com aquilo que nós amedronta, mas se não agirmos provavelmente não resolveremos aquilo que nos assusta, e esta situação se perdurará fortalecendo ainda mais este processo.
O lado positivo do medo acontece quando trilhamos o caminho da precaução, isto é, analiso todas as possibilidades possíveis para resolver um problema e entro em ação com a melhor decisão possível.
Quanto eu terminei de escrever o meu livro: Resiliência – Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho, confesso que tive muito medo, pois comecei a me questionar se o livro estava realmente bom, se faria diferença na vida das pessoas ou se seria mais um livro medíocre nas estantes das livrarias. Se eu tivesse deixado o medo me dominar no seu aspecto negativo, provavelmente este livro não teria saído do meu notebook e seria um resiliência.doc até hoje.
Mas o que fiz ? Dominei o sentimento e fui para o lado positivo do medo, a “precaução”. Imprimi 10 cópias do livro, enviei para pessoas nas quais confiava e elas me deram feedbacks interessantes sobre os problemas do livro. Acertei alguns detalhes importantes que não havia me atentado e ao reler o livro o medo se foi e no lugar dele apareceu a alegria em forma de confiança.
Perceba as suas emoções e se sentir o tal do “medo” saiba que ele pode ser um inimigo ou um aliado, depende apenas de como você se comporta diante dele. Se você “paralisar” o medo te venceu e provavelmente você terá esta companhia por mais tempo, mas se você entrar em um processo de reflexão e agir, você dominou o medo e ele foi um grande amigo para te impulsionar rumo aos seus desejos e sonhos.
Ricardo Piovan
ricardo.piovan@portafox.com.br
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Tenho utilizado no meu treinamento, Liderança Assertiva – O Líder Completo, dados que a revista Você S/A publicou em julho de 2009 na sua matéria intitulada: “Como lidar com chefes tóxicos”.
A reportagem traz de forma brilhante as características dos líderes tóxicos, aqueles chefes que apesar de algumas vezes promoverem resultados não se preocupam com a forma para alcançar estes resultados, perdendo talentos e muitas vezes não extraindo o máximo que seus liderados podem render em suas atividades.
Seguem as características do líder tóxico apresentada pela revista assim como alguns comentários:
1. Ele nega com atitudes os valores da empresa – Sabe aquela plaquinha ( missão, valores e visão ) que normalmente fica na recepção da empresa ? Lá estão os valores da companhia e o líder tóxico nega aquelas frases com suas atitudes e comportamentos no dia a dia.
2. Ele desconhece o limite entre a pressão por resultados e falta de respeito – Busca por resultados é uma coisa, gritar, ironizar e chamar a atenção na frente de outras pessoas é outra coisa completamente diferente. Respeito e caráter são elementos essenciais na liderança.
Conheça os Treinamentos:
Liderança Assertiva - O Líder Completo
Vendas Assertivas - O Profissional de Vendas Completo
Resiliência - Superando Pressões no Trabalho
3. A ele falta a capacidade de inspirar e motivar os seus liderados – Um chefe simplesmente manda seu liderado fazer, um líder antes de mandar, inspira e motiva o seu liderado, mostrando o que deve ser feito e porque deve ser feito, isto é, lhe dá um propósito.
4. Ele vai atrás do resultado certo da forma errada – Algumas vezes ( nem sempre ) o chefe tóxico consegue o resultado a curto prazo, mas as suas atitudes desmotivam seus liderados a conseguirem os mesmos resultados para a próxima missão. Um líder autoritário sempre consegue resultados à curto prazo. À médio e longo prazo os resultados simplesmente desaparecem.
Caso você seja um líder e preocupou-se com as questões acima, saiba que é possível verificar se você tem ou não a liderança tóxica. Solicite feedbacks de seus liderados, questionando-os sobre os seus comportamentos como líder. Lembre-se que de acordo com Freud e Jung as pessoas se percebem em apenas 10%, isto é, 90% das nossas atitudes diárias não são percebidas e conseqüentemente não controladas.
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